Adoção

Sistema traz mais eficiência aos processos de adoção no País

FONTE: FOLHA DE LONDRINA 

Ferramenta digital auxilia os juízes das Varas da Infância e Juventude na condução dos processos de adoção

Dez anos após ser lançado, o CNA (Cadastro Nacional de Adoção) ganhou uma versão criada para facilitar a aproximação das nove mil crianças aptas à adoção dos 44,2 mil pretendentes cadastrados em todo o País. A ferramenta digital, coordenada pelo CNJ (Conselho Nacional do Justiça), auxilia os juízes das Varas da Infância e Juventude na condução dos processos de adoção e o modelo recém-implantado coloca a criança como sujeito principal porque possibilita a busca de uma família para ela, e não o contrário, segundo ressalta o conselho.

O cadastro foi adaptado do Siga (Sistema de Informação e Gerência da Adoção e Acolhimento), criado pelo TJ-ES (Tribunal de Justiça do Espírito Santo). A partir de agora, a extensão irá acontecer de forma gradual, até alcançar todas as varas do País, o que está previsto para ocorrer no final do primeiro semestre de 2019.

No Paraná, por enquanto o formato está disponível apenas para as comarcas de Ponta Grossa (Campos Gerais) e Foz do Iguaçu (Oeste). A ferramenta, por si só, não agiliza o processo de adoção e a redução da fila, destacou o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça do TJ-PR, Sergio Luiz Kreuz, mas será fundamental para que aqueles que eventualmente estejam interessados na adoção encontrem as crianças e adolescentes que esperam por uma família. O Paraná tem hoje 3,5 mil crianças acolhidas e cerca de 900 para adoção. O número aproximado de pretendentes no Estado é de quatro mil.

Quando a professora Elisangela Cavalcante de Oliveira Rosa e o marido Henrique dos Santos Rosa descobriram que não poderiam ter filhos biológicos, após dois anos de tentativas para engravidar, logo decidiram entrar na fila da adoção. "Quando adotamos nossos filhos, você se habilitava em várias comarcas e podia ligar para cada uma delas para saber como estava o processo. Hoje, você entra em uma fila só e escolhe os Estados", compara Elisangela. Com a criação do cadastro unificado e agora, com o aprimoramento da ferramenta, avalia a professora, é possível "abrir um leque" de opções. Ela e o marido Henrique tornaram-se, em 2007, pai e mãe de Gabriel, 14, Alisson Henrique, 11, e, três anos mais tarde, da Amanda, hoje com nove anos.

CNA (Cadastro Nacional de Adoção) - Ganhou uma versão criada para facilitar a aproximação das nove mil crianças aptas à adoção dos 44,2 mil pretendentes cadastrados em todo o País.

Varas - Cada uma das áreas judiciais que é presidida por um juiz

 

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