Adoção

Reportagem especial de história emocionante de adoção tardia 

FONTE: ESTADÃO

Nem de longe era o objetivo do casal Rafael Festa e Tatiani Ziegler, de Governador Celso Ramos (SC), que só queria celebrar a chegada do novo membro da família: “um bebê de 1,44m, 40 quilos e 10 anos”. Na postagem de fevereiro, o fotógrafo usou um jogo de palavras para entrelaçar as vias burocráticas e a ansiedade inerente à chegada do primeiro filho, mesmo sem o protagonismo de uma barriga.

Festa admitiu à repórter Carolina Ercolin que ficou assustado com a repercussão gerada por milhares de compartilhamentos. Só após uma conversa franca com seu “bebê”, o casal compreendeu que falar sobre adoção tardia poderia dar uma segunda chance aos jovens que ainda aguardam por um novo lar nas casas de acolhida de todo o País.

Segundo o Cadastro Nacional de Adoção, 89% das crianças que aguardam na fila de espera têm oito anos ou mais. Na outra ponta, há cerca de 47 mil candidatos a pais. “A conta não fecha porque o perfil daqueles que querem adotar é diferente do perfil das crianças que estão aptas a serem adotadas”, explica Iberê de Castro Dias, juiz assessor da Corregedoria Geral de Justiça de São Paulo à frente do projeto “Adote um Boa Noite”, que estimula a adoção de jovens e adolescentes.