Saúde

Em SP, parques são fechados após morte de macacos por febre amarela

FONTE: G1

Por precaução, a prefeitura de São Paulo decidiu fechar mais dez parques da cidade a partir desta quinta-feira (28). A medida foi anunciada depois da confirmação de que dez macacos morreram com febre amarela.

Era para ser um dia de movimento no parque da Zona Sul de São Paulo, mas muita gente teve que caminhar em outro lugar.

“Cheguei aqui, aí eles disseram que está fechado por tempo indeterminado por motivos de prevenção à saúde, que qualquer coisa tinha que informar com a administração do parque”, disse o chapeiro Antonio Carlos de Alvarenga.

Só nesta quinta-feira (18), a prefeitura de São Paulo fechou dez parques nas zonas Sul e Oeste. Agora já são 26 fechados em toda a cidade. O motivo: a morte de mais dez macacos na Grande São Paulo por febre amarela. Até agora, nenhum caso de pessoas com a doença foi confirmado.

As autoridades dizem que o fechamento desses parques é uma medida preventiva para manter eventuais focos da febre amarela isolados em regiões silvestres. A ideia é evitar que frequentadores corram o risco de ser picados por mosquitos contaminado e virem agentes transmissores, levando a doença para a cidade.

Na capital paulista, a campanha de vacinação começou há dois meses e imunizou mais de 1,2 milhão de moradores.

“Não é caso de pânico. É caso de prevenção. Febre amarela tem prevenção, felizmente. É uma vacina segura e eficaz. As pessoas podem se proteger facilmente”, explicou a enfermeira Luciana Ursini.

A dona de casa Ana Vasconcelos levou a família inteira para o posto de saúde.

“Se não tomar, corre o risco de acontecer alguma coisa. Então é melhor já tomar”, disse.

Segundo o Ministério da Saúde, a maior parte do Brasil está dentro da área de recomendação permanente de vacinação. A recomendação temporária inclui áreas da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo. A vacina não é recomendada na área mais clara do mapa, que abrange boa parte do Nordeste.

A proteção também passa pela preservação dos animais silvestres. O macaco não transmite a febre amarela e ainda ajuda a mapear onde estão os mosquitos transmissores da doença.

“Eles são as sentinelas da febre amarela. Os macacos contraem a doença, ficam doentes assim como nós. A gente pede para que as pessoas não matem, porque eles são importantes para a gente vivos naqueles lugares para que a gente possa saber se a doença está ocorrendo ou não”, explica a diretora  de Fauna Silvestre da Secretaria de Meio Ambiente, Juliana Summa.

A Vitória já sabe muito bem disso:

“Os moleques machucam eles, jogam pedra, aí a gente não gosta. Os macacos fazem parte da nossa vida”.

Ainda não há previsão para a reabertura dos parques em São Paulo.

 

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