Terceira Idade

Motoristas devem ter cuidado maior com pedestres da terceira idade


FONTE: DV 

Uma senhora de 71 anos morreu após ser atropelada por uma moto em Barra Mansa

Barra Mansa – A morte da idosa Helena Cantreva, de 71 anos, na manhã da última quarta-feira, dia 1º, chama atenção para um dado preocupante do Ministério da Saúde. O estudo aponta que o público da terceira idade representa as principais vítimas fatais por acidentes de transporte terrestre, respondendo por 36% dos casos de atropelamentos com morte.

Helena foi atropelada por uma motocicleta na Rua José Marcelino de Camargo, no Centro, junto com sua irmã gêmea, Elza Cantreva, que sofreu uma fratura no braço. Diante deste caso, entre outros atropelamentos de pessoas com idades acima de 40 anos já ocorridos na cidade, o comandante da Guarda Municipal de Barra Mansa, Joel Valcir, faz um alerta e afirma que os motoristas precisam ter mais atenção e cuidados com os pedestres da terceira idade.

“Os motoristas, sejam os de ônibus, carros, motocicletas e caminhões precisam ter atenção redobrada ao avistarem a aproximação de um idoso. São pessoas que têm dificuldade de locomoção, talvez um problema de audição que as impedem de ouvir a aproximação de um carro e que tem reflexos bem menores que pessoas mais jovens. Por causa da dificuldade de locomoção, eles ficam expostos ao risco de se desequilibrem, vindo a cair numa via sem que tenham tempo de se levantar antes da aproximação de um veículo”, alerta o comandante, ao ressaltar que a o mais indicado é que pessoas idosos andem sempre acompanhadas de alguém da família, principalmente em vias mais movimentadas.

Ainda de acordo com ele, motoristas podem prevenir atropelamentos de pessoa da terceira idade utilizando de sinais entre si como, por exemplo, ao buzinar, indicar redução de velocidade com as mãos e, até mesmo, reduzindo a velocidade sempre que avistar uma pessoa de idade avançada.Outro cuidado deve ser tomado pelos motociclistas que, segundo o comandante, devem evitar fazer zig-zag entre os carros nas avenidas. “A legislação não proíbe que eles façam isso, mas é uma atitude perigosa e que pode provocar atropelamentos, principalmente de pessoas mais idosas, que são mais vulneráveis”, alertou Valcir.

De acordo com o comandante, em função da rotina de corre-corre, tanto de pedestres quanto motoristas, o risco de algum problema no trânsito se torna cada dia maior. Ele ressalta que, embora não permitido, muitas pessoas trafegam em alta velocidade pelas ruas do Centro, o que acontece com mais evidência entre os motociclistas.

– Temos visto muitos condutores abusando da velocidade e cometendo exageros. As senhoras que foram atropeladas, com uma vindo a óbito, não estavam na faixa de pedestres, no entanto, tudo indica que também houve negligência por parte do condutor – destacou Valcir, ao recordar que, recentemente, um atropelamento envolvendo motocicleta também provocou a morte da Glória Rodrigues de Souza, de 61 anos, no Centro.

A mulher foi atropelada na Rua Duque de Caxias, próximo ao Parque Centenário, o “Jardim das Preguiças”. Glória, que trabalhava numa farmácia próxima do local do atropelamento, chegou a ser socorrida na Santa Casa de Barra Mansa mas não resistiu aos ferimentos.

Faixa de pedestre é uma das garantias de segurança

Conforme destaca a fisioterapeuta Marcela Amorin é muito comum nos idosos perceber maior lentidão de movimentos, de reação e percepção de estímulos, o que, segundo ela, é natural, mas uma condição merece atenção especial quando esse mesmo idoso estiver transitando nas ruas.

Segundo ela, algumas dicas são muitos importantes para evitar acidentes envolvendo esse público. Ela cita a importância de sempre atravessar na faixa de segurança, em linha reta e em local onde o fluxo de trânsito seja menor.

Ainda segundo ela, também é preciso que os idosos tenham paciência de saber esperar para atravessar com segurança, que ao descerem de um ônibus permaneçam na calçada até o melhor momento para atravessarem a rua, que evitem descer fora do ponto do ônibus e também de atravessar por trás nem pela frente do coletivo. “É Importante a família compreender que é um período de transição e que nem sempre fácil para o idoso reconhecer suas limitações. O julgamento negativo dos familiares pode dificultar a aceitação das dificuldades e, em alguns casos, inclusive desenvolver depressão ou quadros psicológicos que reduzem a qualidade da vida do idoso. É importante saber manejar as dificuldades, manter uma comunicação franca e racional, sem deixar de lado o apoio sócio emocional. Esse é o caminho para passar esse período com qualidade, tranquilidade e felicidade”, destacou a fisioterapeuta.

Com relação aos riscos de fratura, em decorrência de um acidente ou atropelamento, Marcela ressalta que pelo fato de o idoso ter a saúde naturalmente mais comprometida, ele também demora mais para se recuperar e,-em alguns casos, a recuperação não chega a ser total. Ela esclarece que a incapacidade funcional e restrição da mobilidade ocasionada pela fratura podem favorecer complicações como úlceras por pressão, problemas respiratórios e até urinários.

– Pacientes que, por exemplo, precisam ser internados em decorrência de uma fratura estão sujeitos a infecções hospitalares, como pneumonia, infecção urinária, úlcera por pressão, rigidez articular, entre outras. A impossibilidade de se locomover adequadamente pode deixar os ossos ainda mais frágeis e favorecer novas fraturas, além de causar dor crônica, perda da independência, restrições sociais e isolamento. O impacto sobre a qualidade de vida pode ser devastador e o impacto psicológico grave. Todo esse quadro poderá culminar também em complicações de fundo psicológico, como depressão e perda de autoestima. Por isso a importância de se ter cuidado para que nenhum idoso fique exposto ao risco de um atropelamento – disse a fisioterapeuta.

 

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