Abuso infantil

"Não engula o choro" é tema de campanha contra violência infantil


FONTE: JORNAL CRUZEIRO 

Quando a criança sofre algum tipo de violência, ela se comunica mais pelo choro e outros sinais não verbais que por palavras. O silêncio dificulta que a rede de proteção tome ciência da situação e possa intervir de maneira adequada. Pensando nisso, a Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social do Paraná acaba de lançar a campanha "Não engula o choro". A ideia é sensibilizar a população contra a violência infantil. 

Para isso, foram produzidas duas animações, de aproximadamente um minuto cada, que são projetadas antes dos filmes nas sessões de cinema, durante todo o mês. A campanha também conta com comunicação externa como outdoors, mobiliário urbano e busdoor. O Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é 18 de maio, o que faz com que esse seja o mês de enfrentamento a essas violações de direitos. 

As duas animações mostram crianças chorando e passando por situações de perigo até encontrar alguém para contar o problema. Em um dos casos a acolhida é feita pela professora e no outro, pelos pais. Ou seja, os filmes mostram para a criança que ela pode contar com uma pessoa de confiança para ajudá-la, em caso de violência ou em que algo está errado. 

O presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança do Adolescente (Cedca), Alann Bento, enfatiza que as violências não escolhem classe social. "Não é possível afirmar que os abusos físicos, sexuais ou psicológicos ocorrem mais em famílias de baixo poder aquisitivo. Mas, independentemente da condição financeira, o sofrimento é o mesmo, assim como o mal causado ao desenvolvimento saudável da criança e do adolescente", afirmou. Seja qual for o tipo de violência, poderá deixar marcas profundas na formação da criança, principalmente nos primeiros anos de vida. 

Conforme dados do Ministério da Saúde, as quatro principais formas de violência contra crianças e adolescentes são a negligência ou abandono; e violências física, psicológica ou moral e sexual. Levantamento das fichas de notificação pelos serviços de saúde, de 2010 a 2014, indicaram 35.479 casos. Desse total, 37,6% refere-se a negligência; 29,4% a violência física; 17,9% a psicológica; e 15,1% a sexual. A negligência responde pela maioria das notificações para crianças até 12 anos e, a partir de então até os 19 anos, é a violência física predomina. 

Os sinais que indicam que a criança ou adolescente sofreu alguma violência variam de acordo com a idade e tipo de agressão. Além do choro, outras reações são perceptíveis até o fim da adolescência. Em qualquer idade, é preciso prestar atenção ao aparecimento, sem causa aparente, de irritabilidade constante; olhar indiferente e apatia; distúrbios do sono; dificuldade de socialização e tendência ao isolamento; aumento na incidência de doenças, especialmente de fundo alérgico; e frequentes de afecções de pele. 

Também é preciso ficar alerta a manifestações precoces de sexualidade, desconfiança extrema, autoflagelação, baixa autoestima, insegurança e extrema agressividade ou passividade. São sinais só perceptíveis principalmente por quem convive com a criança ou a vê com frequência, na escola, na igreja e em outro lugar de convívio social. 

 

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