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França proíbe uso de celulares em escolas

 
A partir de setembro de 2018, mês em que começa o ano escolar nosadores da Universidade de Cardiff, e publicado na revista Child Development, a análise foi feita com crianças entre 2 e 5 anos. Nele, os cientistas chegaram à conclusão de que a recomendação da Academia Americana de Pediatria, que propõe o limite às crianças, de uma a duas horas por dia, com eletrônicos, seria muito “restritivo”.
 
A pesquisa ouviu aproximadamente 20 mil pais, que falaram sobre o uso da tecnologia e o bem estar de seus filhos. Foram investigados fatores como apego familiar, impacto na resiliência emocional e curiosidade. Para os pesquisadores, não há indícios de que estabelecer um limite de tempo em computadores, celulares e tabletes influencia na saúde infantil.
 
“Como não podemos mais colocar o “gênio digital” de volta na lâmpada, cabe a nós agora realizar pesquisas rigorosas e atualizadas que identifiquem os mecanismos e a medida em que a exposição na tela pode afetar as crianças”, destacou Netta Weinstein, uma das co-autoras do estudo.
países do Hemisfério Norte, ficará proibido o uso de celulares nas escolas.
 
O anúncio foi feito pelo ministro da educação Jean-Michel Blanquer. Os telefones celulares já eram proibidos dentro das salas de aula nas escolas de Educação Infantil e nos quatro primeiros anos do Ensino Fundamental. Agora a regra valerá para todos os anos e em todos os ambientes escolares, inclusive, no horário do recreio.
 
Segundo Blanquer, a decisão é um “alerta de saúde pública para as famílias”, já que crianças com menos de 7 anos não deveriam estar com frequência, ou sequer estar, em frente a telas de eletrônicos.
 
A medida foi recebida com críticas. Muitos argumentam que será impossível, na prática, fiscalizar a posse ou não dos celulares.
 
Um dos principais temores de educadores é que o uso excessivo de celulares e outros gadgets eletrônicos pode interferir na habilidade social de crianças e jovens. Ao se limitarem ao mundo digital, eles deixam de interagir com o próximo e o pior de tudo, de se preocupar com alguém que está fisicamente a seu lado.
 
Por outro lado, um estudo conduzido com adolescentes pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, revelou que apesar da preocupação de pais, há mais efeitos positivos do que negativos no uso de eletrônicos. De acordo com os britânicos, o tempo “aceitável” no computador poderia chegar a 4 horas e 17 minutos e em smartphones, com video games, a até 2 horas e 40 minutos.
 
Os pesquisadores afirmam que a conectividade digital pode aumentar a criatividade, habilidades de comunicação e desenvolvimento e concluíram que há pouca evidência para confirmar os receios de pais e educadores de que ficar muito tempo em frente à tela seria prejudicial.
 
“Nossa pesquisa sugere que alguma conectividade é provavelmente melhor do que nenhuma”, acredita Andrew Przybylski, do Oxford Internet Institute.
 
Em outro estudo, divulgado ontem (14/12) pelo mesmo instituto, juntamente com pesquis
Não há como negar, entretanto, que telefones celulares tiram a atenção dos alunos no ambiente escolar. No Brasil, não existe nenhum legislação regulamentando o uso dos mesmos nas escolas. A decisão fica a cargo de cada instituição de ensino, que define regras a partir do que acredita ser mais benéfico para seus estudantes.
 
Em 2015, mostramos aqui, por exemplo, um projeto bem sucedido de uma escola do Rio Grande do Sul, que serviu-se do celular em sala de aula para propiciar aos alunos um novo olhar sobre o meio ambiente.
 
“As novas tecnologias trazem novos problemas e não apenas soluções, mas não está na hora de parar de espetar insetos para feiras de ciências e começar a pensar em uma opção mais sustentável como uma coleção de fotografias digitais, que mistura uma pitada artística a um trabalho que mescla sustentabilidade e aprendizado sobre Ciência?”, questiona a jornalista Manoella Oliveira.