Giro pelo Brasil

Mancha de óleo nas praias do Nordeste - uma tragédia ambiental que une esforços

Por: Rita Ramos Cordeiro  - / Foto: Luna Markman/GloboNews

Manchas de petróleo têm aparecido nas praias do Nordeste, desde o final de agosto.

O IBAMA divulgou inicialmente que as primeiras manchas surgiram no dia 02 de setembro. Posteriormente a instituição concluiu que os primeiros registros apareceram no dia 30 de agosto na Paraíba, nas praias de Tambaba e Gramame, no município de Conde, e na Praia Bela, em Pitimbu.

Um balanço realizado no dia 17 de outubro, indica que 187 locais em mais de 70 municípios de 9 estados foram atingidos: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.

De acordo com o IBAMA, o instituto realiza monitoramento e operações de limpeza desde o dia 02 de Setembro.

Ainda não se sabe de onde surgiram as manchas e as investigações estão sendo conduzidas pelo IBAMA e pela Marinha.

As pesquisas sobre os laudos da substância estão sendo conduzidos pela Petrobrás, pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Universidade Federal da Bahia (UFBA).

As principais organizações de proteção ao meio ambiente tem se manifestado e se mobilizado para auxiliar no monitoramento do impacto ambiental causado pelo derramamento de petróleo.

Desde o aparecimento das manchas de óleo - no final de agosto - as entidades registraram a morte de 191 tartarugas em sete estados, dos nove monitorados.

Instituições como o Projeto Tamar (BA), Instituto Tartarugas Delta (PI), ONG Ecoassociados (PE), Instituto Biota (AL), Verde Luz (CE), Projeto Cetáceos (RN), Rede Tartarugas do Nordeste (PB), entre outros, são unânimes em ressaltar que as mortes das tartarugas estão relacionadas a ingestão de lixos, os maus tratos na pesca e a contaminação do mar pelo petróleo cru.

Dados divulgados pelo IBAMA reconhecem apenas 15 tartarugas mortas oleadas nas praias e esclarecem que o desencontro dos dados entre o governo federal e as instituições, é devido a apuração ser feita por animais oleados e que as entidades podem ter adotado outro critério.

No dia 17 de outubro, cerca de cem organizações não governamentais, entregaram ao Senado uma carta aberta pedindo o fim do sigilo sobre a investigação das manchas de petróleo que atinge o Nordeste.

Vários municípios onde as praias foram atingidas, montaram forças tarefas para limpeza e retirada do óleo com a ajuda da comunidade local.
Por todos os estados do Nordeste, organizações não governamentais, órgãos públicos e voluntários, estão unindo forças para realizar mutirões de limpeza para retirada das manchas de óleo, comprovando que diante de uma tragédia ambiental de grandes proporções mobilizam-se esforços de todos.