Fonte: Portalr3 - Imagem: tyaqakk por Pixabay

Atletas do time de vôlei de São José auxiliam a montagem de kits de alimentos que são repassados às entidades sociais. 

“A fome tem pressa, ela não espera e não dura somente um único dia.” Com inúmeras famílias afetadas economicamente pela pandemia, o engajamento da sociedade nas campanhas de doação de alimentos é cada vez mais necessário para minimizar o sofrimento das famílias em situação de vulnerabilidade.

Em menos de um mês, o Fundo Social de Solidariedade de São José dos Campos arrecadou 9.300 quilos com a campanha “Vacina salva vidas. Sua doação também”, junto aos postos de vacinação contra a covid-19. Esse movimento tem feito a diferença na mesa das famílias em situação de vulnerabilidade, mas é preciso ampliar essa rede do bem.

Os alimentos arrecadados chegam às famílias necessitadas por meio das entidades sociais parceiras do Fundo Social. Hoje há mais de cem entidades cadastradas que atendem desde bebês, crianças, adolescentes, adultos e idosos a dependentes químicos, causa ambiental, causa animal, tratamento de câncer e pessoa com deficiência.

Representantes das entidades afirmam que a demanda de pessoas atendidas triplicou desde o ano passado, quando começou a pandemia, e atender a todas as solicitações tem sido um grande desafio. Parcerias com supermercados, mercados e hortifrútis, além do Fundo Social, é o que está mantendo o atendimento às famílias com necessidades alimentares.

“Hoje, mais do que nunca, precisamos de apoio para atender a demanda que recebemos. Muitos desempregados e famílias que já estavam em uma situação ruim, se encontram em um momento ainda mais difícil. O Fundo Social tem sido uma fonte constante de contribuição ao longo do período de pandemia, representando uma fonte importante de sustentação desta atividade do instituto”, afirmam os diretores voluntários Ayda Maria Henriques Librantz e Helio Librantz, fundadores do Instituto Brantz Social.

O Instituto Brantz Social, localizado na zona sul da cidade, atua no campo da assistência social com famílias em situação de vulnerabilidade e com projetos socioculturais e sócio esportivos voltados para crianças e adolescentes de 6 a 17 anos, de baixa renda, para ocupação do contraturno escolar. “A procura por doação de alimentos vem aumentando e por isso também passamos a distribuir cestas emergenciais. São auxílios pontuais para aqueles que buscam ajuda. Temos conseguido beneficiar, em média, de 60 a 70 famílias por mês”, disseram.

A Ação Solidária Adventista (ASA), realizada pela Igreja Adventista do Sétimo Dia, também auxilia famílias em situação de vulnerabilidade em toda a cidade. O pastor Eden Rogério Serrano, diretor da ASA e especializado no Terceiro Setor, ressalta que é parceiro do Fundo Social há alguns anos e que tem recebido a ajuda com alimentos e móveis. “Em um ano, nosso atendimento triplicou e estamos fazemos ‘drives solidários’ para a entrega e doação de cestas básicas em 22 postos de São José dos Campos”, afirmou.

Empatia e coletividade
Para o pastor Eden, as pessoas deveriam se colocar no lugar do outro para entender, valorizar e praticar a solidariedade. “O sentimento de ver o filho passando fome e não ter como alimentá-los é de desespero. É preciso que as pessoas se envolvam com as causas para aumentar a ajuda às comunidades mais carentes”.

No Instituto Brantz, os fundadores acreditam que o espírito de coletividade tem uma força contagiante e com isso cada vez mais pessoas fortalecem a rede do bem. “Com a união de forças e parcerias tão importantes, como com o Fundo Social, podemos seguir nosso trabalho, levando esperança às famílias mais necessitadas.”